Fez a vida noutro país e, na maior parte das coisas, funciona noutra língua. Mas quando o que dói é a saudade, a distância da família ou a dúvida entre ficar e voltar, as palavras certas continuam a ser as da sua língua. Este texto explica porque é que isso faz diferença em consulta.
Há coisas que só se dizem na nossa língua
As emoções mais antigas — as da infância, da família, das primeiras perdas — ficaram guardadas na língua em que foram vividas. Numa segunda língua consegue descrevê-las, mas a um passo de distância, como quem lê uma legenda. Na sua, chegam inteiras.
Não é conforto, é profundidade
Para quem procura terapia precisamente por causa do que a emigração mexe, falar sem primeiro traduzir não é um detalhe. É o que permite trabalhar a sério aquilo que pesa, em vez de ficar pela superfície do que se consegue dizer noutro idioma.
O que costuma pesar em quem vive fora
A saudade que não passa, mesmo com uma vida boa.
A culpa de estar longe da família — dos pais que envelhecem, de quem ficou.
A dúvida permanente entre criar raízes ou voltar.
A sensação de não ser inteiramente de cá nem de lá.
Falar bem outra língua não é sentir nela
Muita gente domina o idioma do país onde vive e, ainda assim, sente-se mais em casa a fazer terapia em português. É natural. A consulta online chega-lhe em qualquer país, em português europeu, com a mesma confidencialidade da presencial.
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Pode marcar a sua primeira consulta abaixo. Se preferir esclarecer alguma dúvida antes, também pode escrever — terei todo o gosto em responder.