Terapia de casal em Lisboa
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
A mesma discussão outra vez. Por outro motivo qualquer
Começou pela louça, ou pelo fim de semana, ou por uma frase dita ao telefone. E vinte minutos depois estão os dois exatamente onde já estiveram dezenas de vezes — com os mesmos argumentos, os mesmos silêncios, a mesma sensação de não haver saída.
Quando uma discussão se repete assim, o tema não é o tema. É a forma como os dois se desencontram que se está a repetir.
O padrão importa mais do que o conteúdo
Há um desencontro que aparece em muitos casais, e que costuma ser reconhecido de imediato quando se descreve.
Um dos dois insiste — quer falar, quer resolver, aproxima-se, pressiona. O outro recua — fecha-se, adia, sai da sala. E cada um está a reagir ao outro: quanto mais um insiste, mais o outro recua; quanto mais recua, mais o primeiro insiste, porque o silêncio confirma-lhe o receio de não importar.
Vistos de fora, parecem duas pessoas com feitios incompatíveis. São duas pessoas presas num ciclo que ambas alimentam sem querer — e em que ambas se sentem, com razão, a ser mal compreendidas.
É por isto que discutir quem tem razão nunca resolve. O problema não está em nenhum dos dois: está no que se passa entre os dois.
Quando faz sentido procurar
As discussões repetem-se e nunca chegam a lado nenhum
Evitam certos temas para não abrir a caixa
A conversa reduziu-se à logística — filhos, contas, horários
Houve uma quebra de confiança e não sabem o que fazer com ela
Um dos dois quer trabalhar isto e o outro não sabe se vale a pena
Estão a decidir se continuam, e essa conversa nunca acontece de verdade
Como funciona
O trabalho não é decidir quem está certo. É tornar visível o padrão em que ambos estão, e criar condições para que a conversa que nunca acontece possa acontecer no consultório.
As sessões são habitualmente com os dois presentes. Pontualmente pode fazer sentido uma sessão individual com cada um — sempre com o conhecimento de ambos, e sem que isso crie alianças ou segredos.
Uma nota que costuma ser importante dizer à partida: a terapia de casal não tem como objectivo garantido manter a relação. Tem como objectivo que os dois percebam o que se passa e decidam com clareza. Alguns casais saem daqui com a relação reconstruída sobre outras bases. Outros saem com a decisão de terminar, mas com menos dano e mais dignidade — sobretudo quando há filhos.
A primeira consulta
Serve para ouvir os dois e perceber o que está a acontecer. Não é preciso chegarem alinhados sobre querer isto — é frequente que um esteja mais convencido do que o outro, e isso pode ser trabalhado.
Não implica compromisso de continuidade.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
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