Psicoterapia para depressão e ajustamento emocional em adultos em Lisboa
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
Não é tristeza. É a vontade que desapareceu
Há quem chegue a dizer que nem se sente triste — sente-se baço. As coisas que davam prazer continuam lá e deixaram de chamar. Sair com amigos passou a esforço. O livro fica na mesma página há semanas. E há uma culpa em cima de tudo isto, por não estar a conseguir simplesmente reagir.
Esta é uma das formas mais frequentes da depressão em adultos que continuam a funcionar por fora. Vai-se trabalhar, cumprem-se as obrigações, ninguém desconfia. O que desapareceu foi tudo o resto.
Tristeza e depressão não são a mesma coisa
A tristeza tem objeto e tem movimento. Sabe-se do que se está triste, e a intensidade varia — há momentos melhores, há alívio, há consolo possível.
A depressão é mais uniforme e mais persistente. Não oscila com o dia. Muitas vezes não tem uma causa que se consiga apontar, o que gera a sensação adicional de não ter direito a estar assim. E afeta coisas que a tristeza não afeta: o sono, o apetite, a concentração, a energia física.
Há ainda situações em que o sofrimento surge na sequência de algo concreto — uma perda, uma separação, uma mudança, um diagnóstico. É o que se chama uma reação de ajustamento: uma resposta compreensível a um acontecimento difícil, que pode, ainda assim, precisar de acompanhamento para não se instalar.
Como costuma aparecer
Já não me apetece nada, nem o que gostava
Faço o que tenho de fazer e não sinto nada com isso
Estou a dormir de mais, ou acordo às quatro e não volto a adormecer
Custa-me tomar decisões simples
Sinto-me culpado por não estar a conseguir reagir
Afastei-me das pessoas sem decidir afastar-me
Não é preciso reconhecer-se em todos.
Porque é que se mantém
Há um mecanismo que faz a depressão alimentar-se a si própria, e vale a pena conhecê-lo porque explica muito.
Quando a energia baixa, fazemos menos. É natural e faz sentido. Mas fazer menos significa também menos ocasiões de sentir alguma coisa boa — menos contacto, menos pequenas conquistas, menos motivos para sair de casa. Com menos disso, a energia baixa mais. E faz-se ainda menos.
É uma espiral descendente, e o mais injusto é que cada passo é razoável. Ninguém decide isolar-se: o isolamento acontece por acumulação de dias em que não valeu a pena.
É também por isto que «faz um esforço» não funciona como conselho. O problema não é falta de vontade — é que a vontade é precisamente o que a depressão retira. O caminho de saída costuma ser o inverso do intuitivo: a acção vem primeiro, e a vontade vem depois.
Como funciona o acompanhamento
Começamos por interromper a espiral, de forma gradual e realista — não com grandes mudanças, mas com passos pequenos que voltem a criar ocasiões de sentir alguma coisa.
Em paralelo, trabalhamos os pensamentos que a depressão torna automáticos e credíveis: que isto é assim, que não vale a pena, que é culpa sua. E percebemos o que está por baixo — uma perda por elaborar, uma exigência que se tornou insustentável, uma vida que se organizou à volta do que se devia e não do que se queria.
A depressão é das dificuldades com melhor resposta ao acompanhamento psicológico. Isto não é uma frase de conforto: é o que a investigação mostra de forma consistente.
A primeira consulta
Não é preciso saber explicar o que se passa. Muitas pessoas chegam sem conseguir nomear — é precisamente parte disto.
Serve para percebermos, em conjunto, o que está a acontecer. Não implica compromisso de continuidade.
Se há ideias de morte ou de se magoar, isso merece atenção sem esperar — contacte o SNS 24 (808 24 24 24), um serviço de urgência, ou o seu médico. Não é exagerar.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
Também lhe pode interessar: