Psicoterapia para ciúmes em Lisboa
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
São duas da manhã e o telemóvel está na sua mão. Sabe que provavelmente não há nada para encontrar. E continua. De dia, a dúvida volta: uma demora a responder, um nome novo numa conversa, um gosto numa foto. A cabeça preenche o resto, quase sempre no sentido do pior.
Se se reconhece nisto, não é falta de carácter, de maturidade ou de amor. É um mecanismo. E os mecanismos, ao contrário dos defeitos, compreendem-se e trabalham-se.
Verifica na mesma, mesmo sabendo que não vai encontrar nada
Como costuma aparecer
Verificar o telemóvel, as redes ou a localização da outra pessoa, mesmo sabendo que não vai encontrar nada.
Interrogatórios repetidos sobre onde esteve, com quem falou, porque demorou.
Pensamentos que voltam sozinhos e ocupam horas do dia.
Discussões pelo mesmo assunto, sem que nenhuma explicação o encerre.
Perder sono, evitar sair, organizar o dia em função da ansiedade.
Sentir vergonha do próprio comportamento e mesmo assim não conseguir parar.
Não é preciso reconhecer-se em todos. O que importa é quando isto passa a ocupar espaço a mais.
Porque é que as garantias não chegam
A pergunta que se faz em voz alta é «será que me trai?». A que costuma estar por baixo é outra: «serei substituível?». É por isso que as provas não resolvem: a pessoa pede-as, recebe-as, sente alívio por uns minutos e a dúvida regressa, muitas vezes mais forte. Nenhuma prova externa resolve uma dúvida que é, na origem, sobre o próprio valor.
Por baixo está quase sempre uma dificuldade em tolerar a incerteza. Amar implica não ter controlo, sobre o que o outro sente, sobre o que fará quando não estamos. Para quem tolera mal essa margem, a vigilância aparece como solução. O problema é que não é uma: cada verificação ensina que a dúvida só se aguenta se for verificada, e o ciclo aperta.
Como são as sessões
Sessões de cerca de 55 minutos no acompanhamento individual e de 60 minutos nas sessões de casal, habitualmente semanais no início e mais espaçadas à medida que as coisas assentam. Presenciais no consultório na Av. 5 de Outubro (Saldanha), em Lisboa, ou online. O espaço é confidencial e sem julgamento.
Uma nota que não pode ficar por dizer
Há um limiar em que o ciúme deixa de ser sofrimento próprio e passa a controlo sobre a outra pessoa: exigir palavras-passe, vigiar a localização, decidir com quem pode conviver, isolá-la. Isso já não é ciúme. Se se reconhece nesse lugar, ou se está do outro lado a viver sob esse controlo, pedir ajuda não pode esperar.
A primeira consulta
Serve para percebermos, em conjunto, o que está a acontecer e se faz sentido continuar. Não implica compromisso de continuidade.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
Perguntas frequentes
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Não. Em doses pequenas é humano e tem função, sinaliza que a relação nos importa. Passa a problema quando a reação deixa de ser proporcional ao que aconteceu, quando não descansa com explicações, e quando começa a ocupar o dia e a desgastar a relação.
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Quando o ciúme é sobretudo um funcionamento individual, o acompanhamento individual costuma ser mais eficaz, e o casal beneficia por arrasto. Quando a relação já está desgastada pelas discussões e ambos querem trabalhar isso, a terapia de casal pode ser o enquadramento certo.
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Varia. Muitas pessoas notam diferença nas primeiras semanas, sobretudo em reconhecer o ciclo e começar a não lhe obedecer. Trabalhar o que está por baixo leva mais tempo, e faz-se ao ritmo de cada um.
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Sim, com a mesma estrutura e confidencialidade da consulta presencial.