Psicoterapia para liderança e vida profissional em Lisboa
Quanto mais sobe, menos pessoas há com quem falar.
Com a equipa não pode — precisa que confiem na direcção. Com os pares há competição, mesmo que ninguém a nomeie. Com quem está acima, é avaliação. Em casa, já contou tantas vezes que se cansou de contar.
Fica-se com um cargo que muita gente inveja e nenhum sítio onde pensar em voz alta. É uma das solidões mais silenciosas que existem, precisamente porque é indefensável em voz alta: como é que alguém se queixa de ter chegado onde quis chegar?
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
O que costuma trazer as pessoas aqui
Decido o dia todo e chego a casa sem conseguir escolher um restaurante
Sinto que estão à espera de descobrir que não sou assim tão capaz
Tive de tomar uma decisão que afectou pessoas e não consigo largar aquilo
Já não sei se ainda quero isto ou se só não sei parar
Estou a ser aquilo que sempre critiquei nos meus chefes
Não tenho ninguém com quem falar disto sem consequências
Não é coaching
Vale a pena distinguir, porque são coisas diferentes e ambas úteis.
O coaching trabalha objectivos e desempenho: como comunicar melhor, como estruturar a equipa, como gerir o tempo. É orientado ao futuro e ao resultado.
A psicoterapia trabalha o que está por baixo do desempenho — de onde vem a exigência que nunca dá nada por suficiente, porque é que o reconhecimento nunca chega a assentar, que peso é que aquela decisão difícil ainda tem, que padrões da sua história se estão a repetir na forma como lidera.
Muitas pessoas chegam à psicoterapia depois do coaching, quando percebem que sabem exactamente o que fazer e continuam a não conseguir fazê-lo. Isso não é falha de técnica.
O peso que não se conta
Há uma parte do exercício de responsabilidade que raramente encontra espaço.
Despedir alguém que precisava do emprego. Escolher entre dois projectos sabendo que uma equipa vai ficar de fora. Manter uma decisão impopular durante meses sem poder mostrar hesitação. Absorver a ansiedade de toda a gente e não a poder devolver a ninguém.
Nada disto se resolve com técnicas de gestão. Acumula-se. E costuma sair por outro lado — no sono, na irritabilidade em casa, na sensação de estar a funcionar em piloto automático há mais tempo do que gostaria de admitir.
Como funciona o acompanhamento
É um espaço onde pode pensar em voz alta sem consequências — sem que o que diga chegue a alguém, sem ter de proteger uma imagem, sem que a dúvida seja lida como fraqueza.
Trabalhamos os padrões de exigência e o que os sustenta, a relação entre quem é e o que faz, e o custo acumulado de decidir por outros. E, quando é essa a questão, a pergunta de fundo: se isto ainda é o que quer, ou se é só o que já não sabe deixar.
Confidencialidade integral, como em qualquer acompanhamento psicológico.
A primeira consulta
Serve para percebermos, em conjunto, o que está a acontecer e se faz sentido continuar. Não implica compromisso de continuidade.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
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