Psicoterapia para stress e burnout em adultos em Lisboa

A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.

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Tirou férias. Voltou na mesma

Duas semanas fora, o telemóvel quase sempre em silêncio, dormiu mais do que costuma. E na segunda-feira de manhã, ao abrir o email, a sensação estava exactamente onde a tinha deixado — como se o descanso não tivesse chegado a entrar.

É a experiência mais desconcertante do burnout, e a que mais leva as pessoas a concluir que o problema são elas. Não é. É que descanso e recuperação não são a mesma coisa.

Stress e burnout não são a mesma coisa

Paisagem calma sobre o lago — psicoterapia para stress e burnout em Lisboa

Usa-se um termo pelo outro, mas descrevem experiências diferentes.

O stress é excesso. Demasiadas coisas, demasiada pressão, demasiado pouco tempo. Custa, mas há energia — inquieta, acelerada, mas há. Quando a pressão baixa, a pessoa recupera.

O burnout é o contrário: é vazio. Já não há acelerar nenhum. E tem uma marca própria, que costuma ser o sinal mais fiável: o distanciamento emocional do que antes tinha significado. O trabalho que era importante deixa de mexer. Os projectos que entusiasmavam tornam-se tarefas. Os colegas, obstáculos. Instala-se um cinismo que não é do feitio da pessoa — e que ela própria estranha.

Não é falta de compromisso. É o que acontece quando envolver-se se tornou demasiado caro.

Como costuma aparecer

Poucas pessoas chegam a dizer «tenho burnout». Chegam a dizer:

  • O fim de semana já não chega para recuperar

  • Faço o trabalho, mas já não me importo com ele

  • Perco a paciência com coisas pequenas

  • Estou a demorar o dobro do tempo a fazer o que fazia bem

  • Adormeço exausto e acordo cansado

  • Domingo à tarde já sinto o peso da segunda-feira

Não é preciso reconhecer-se em todos. O que importa é há quanto tempo isto dura.

Porque é que as férias não resolvem

O corpo tem um sistema de recuperação que funciona por ciclos: activa-se perante exigência, e restaura-se quando ela passa. Precisa das duas fases.

Na exigência profissional prolongada, a segunda fase deixa de acontecer. Não porque não se descanse — mas porque a exigência nunca chega verdadeiramente a levantar. Continua-se disponível, atento, a antecipar o que vem a seguir. E o sistema, sem períodos reais de restauro, esgota-se progressivamente.

Umas férias interrompem o trabalho. Não interrompem necessariamente a exigência interna — que costuma vir na mala. É por isso que se volta na mesma.

Como funciona o acompanhamento

O trabalho não é aprender a gerir melhor o tempo. Quem chega em burnout já costuma ser muito eficiente — o problema não é organização.

Percebemos primeiro onde é que a exigência se mantém ligada mesmo fora do trabalho, e o que a sustenta: que padrões de responsabilidade, que dificuldade em delegar, que ideia de que parar é falhar. Depois trabalhamos limites concretos e a recuperação da capacidade de pausa — que se perde e se volta a treinar.

E olhamos para a relação com o trabalho, que quase sempre precisa de ser renegociada. Não necessariamente mudar de emprego: mudar o que o emprego pode ocupar.

A primeira consulta

Serve para percebermos, em conjunto, em que ponto está e se faz sentido continuar. Conta o que o trouxe cá, faço perguntas, e no fim ficamos os dois com uma ideia mais clara.

Não implica compromisso de continuidade.

A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.

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