Deito-me e não consigo desligar a cabeça. Como dormir?

O corpo está exausto, mas mal apaga a luz a cabeça acelera: a conversa de hoje, a tarefa de amanhã, o que devia ter dito, o que falta resolver. Quanto mais tenta adormecer, mais desperto fica — e o relógio a avançar só aumenta a pressão. De manhã, acorda como se não tivesse dormido.

Porque é que a cabeça acelera precisamente à noite
Durante o dia há distrações que ocupam a mente. À noite, no silêncio, deixa de haver onde a atenção se fixe — e o que ficou por processar aparece todo de uma vez. Não é falta de sono; é excesso de ativação. A mente trata as preocupações como algo a resolver já, e o corpo, em alerta, não deixa desligar.

O ciclo que se instala
Depois de algumas noites más, junta-se um novo problema: o medo de não dormir. Vai para a cama já ansioso, a vigiar se o sono chega — e essa vigilância é, ela própria, o que o afasta. A cama passa a estar associada a frustração em vez de descanso. É aqui que a insónia deixa de ser passageira e ganha vida própria.

O que costuma manter o problema

  • Levar as preocupações do dia para a cama, sem as ter "arrumado" antes.

  • Verificar as horas e calcular quanto falta para o despertador.

  • Ficar na cama a tentar forçar o sono, o que aumenta a frustração.

  • O ecrã do telemóvel como última coisa antes de fechar os olhos.

O que a terapia faz
Não é dar-lhe um truque para adormecer. É trabalhar o que mantém a mente em alerta — a ansiedade, a ruminação, a exigência — e a relação que criou com o sono. À medida que a ativação baixa, o corpo volta a fazer o que sabe fazer sozinho. Dormir mal de forma persistente trata-se, e melhora muito mais do que as noites.

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