Alguns dias está decidido a ficar: a vida resultou, há trabalho, estabilidade. Noutros, a saudade aperta e só pensa em voltar. E, no meio, a sensação de andar sempre com um pé em cada país. Este texto explica porque é tão difícil fechar esta decisão e como a consulta ajuda.
Não é indecisão, é ter de renunciar
Quando as duas opções têm coisas verdadeiramente boas, escolher uma significa perder a outra. O problema raramente é não saber decidir. É a dificuldade de abdicar do que fica para trás, seja qual for o lado.
Porque anda sempre em círculos
Ficar ou voltar não é uma escolha só prática. Mexe com pertença, com lealdades, com a imagem que tem de si próprio. De um lado, a vida construída; do outro, as raízes; e por cima, a culpa — de deixar quem ficou ou de desperdiçar o que criou.
O que costuma manter a pessoa presa
Esperar pela certeza absoluta, que nunca chega.
Confundir uma saudade momentânea com a vontade real de voltar.
Adiar, achando que um dia a resposta aparece sozinha.
Pesar só os factos e ignorar o que a emoção já sabe.
O que a consulta faz
Não decide por si nem há uma resposta certa escondida. Ajuda a separar o que é medo do que é vontade, a dar nome ao que está em jogo de cada lado e a distinguir a saudade passageira daquilo que quer mesmo para a sua vida. Muitas vezes, o alívio não vem de escolher — vem de perceber com clareza o que se está a escolher.
Veja também:
Pode marcar a sua primeira consulta abaixo. Se preferir esclarecer alguma dúvida antes, também pode escrever — terei todo o gosto em responder.