Psicoterapia para procrastinação e medo de falhar em adultos em Lisboa
Adiar o que é importante raramente é falta de disciplina — é proteção: enquanto não se começa, o resultado ainda não pode ser julgado. O alívio dura pouco e a pressão volta maior, porque por baixo está o medo de não fazer suficientemente bem. Em Lisboa ou online, o trabalho não são listas nem apps, mas a relação com o erro e com a exigência — quando começar deixa de ser ameaça, a procrastinação perde a força.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
Adiar não é preguiça. É proteção
Sabe o que tem de fazer. É importante, tem prazo, e mesmo assim abre outra coisa qualquer — arruma a secretária, responde a emails que podiam esperar, vai buscar um café. Enquanto não começa, o resultado ainda não pode ser julgado. É um alívio real, mas dura pouco: no dia seguinte a tarefa continua lá, e a pressão maior.
Se isto lhe é familiar, não é falta de disciplina. Quem adia assim costuma exigir muito de si, não pouco — e é justamente o medo de não fazer suficientemente bem que trava o começar.
Como costuma aparecer
Adiar sobretudo o que é importante, não o que é trivial.
Dificuldade em começar, mesmo sabendo exatamente o que fazer.
Refugiar-se em tarefas secundárias e mais fáceis.
Bloquear perante o que envolve avaliação ou exposição.
Trabalhar bem à última da hora — sinal de que a capacidade existe.
Alívio no momento, seguido de culpa.
Não é preciso reconhecer-se em todos. O que importa é quando adiar deixa de ser pontual e passa a pesar no dia a dia.
O ciclo que se alimenta a si próprio
Adiar dá alívio imediato, mas também faz crescer a ansiedade, a culpa e a pressão à medida que o prazo aperta. Essa pressão torna a tarefa ainda mais ameaçadora — e mais difícil de começar. Quando finalmente se faz, muitas vezes em cima da hora, o resultado raramente reflete a capacidade real, o que confirma o medo do início. E o ciclo prepara-se para se repetir.
O perfeccionismo pesa aqui: ao exigir que algo fique impecável, transforma uma tarefa simples numa tarefa enorme — e, por isso, mais assustadora. Quem baixa a fasquia do impecável para o suficientemente bom consegue, paradoxalmente, começar.
Como funciona o acompanhamento
Como a raiz não é falta de método, as soluções puramente práticas — listas, apps, técnicas — ajudam pouco se não se tocar no essencial: a relação com o erro e com a própria exigência.
O trabalho passa por identificar os medos que estão por baixo, reduzir o peso que se dá a falhar, e recuperar a confiança para agir — não em perfeição, mas em movimento. Quando começar deixa de ser uma ameaça, a procrastinação perde a força.
Como são as sessões
Sessões de cerca de 55 minutos, habitualmente semanais no início e mais espaçadas à medida que as coisas assentam. Presenciais no consultório na Av. 5 de Outubro (Saldanha), em Lisboa, ou online. O espaço é confidencial e sem julgamento.
A primeira consulta
Serve para percebermos, em conjunto, o que está a acontecer e se faz sentido continuar. Não implica compromisso de continuidade.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
Perguntas frequentes
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Quase nunca. Adiar raramente é preguiça — é proteção. Se uma tarefa ameaça expor que o resultado pode não ser bom o suficiente, adiá-la afasta esse risco por mais um bocado. O alívio dura pouco e a ansiedade volta maior. Não se resolve com mais força de vontade, mas percebendo o medo que está por baixo.
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Precisamente porque é o que mais importa. Quanto maior o peso de uma tarefa, maior o receio de a fazer mal — e maior a tentação de a empurrar para a frente. O que é banal faz-se sem custo; o que define, adia-se.
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Muitas vezes são o mesmo padrão visto de outro ângulo: se só serve o resultado impecável, começar torna-se assustador. Trabalhar um costuma aliviar o outro.
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Identificando o medo concreto que o adiar está a proteger, e devolvendo a capacidade de agir sem esperar pela certeza de que vai correr bem. Trabalha-se em passos, ao seu ritmo, até começar deixar de exigir coragem de cada vez.
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