Psicoterapia para dificuldade em desligar do trabalho em Lisboa
Não conseguir desligar do trabalho — a cabeça na reunião de amanhã enquanto se está no sofá, o fim de semana que não restaura — não é falta de vontade de parar. É que o botão de desligar deixou de responder, e isso tem menos a ver com o trabalho do que com a relação que se criou com ele. Em Lisboa ou online, trabalha-se a reposição de fronteiras e a capacidade de pausa, que se perde e se volta a treinar.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
O corpo descansa. A mente continua a trabalhar
Fechou o computador, foi jantar, sentou-se no sofá. Mas a cabeça ficou na reunião de amanhã, no email por responder, naquilo que ficou a meio. Está presente em corpo e ausente em pensamento — e ao fim do fim de semana tem a sensação de que não descansou nada.
Se isto lhe é familiar, não é falta de vontade de parar. É que o botão de desligar deixou de responder — e isso tem menos a ver com o trabalho do que com a relação que se criou com ele.
Como costuma aparecer
Pensar no trabalho fora de horas, sem conseguir travar.Verificar emails ou mensagens ao serão, ao fim de semana, de férias.Estar com quem gosta e ter a cabeça noutro sítio.Uma sensação de alerta permanente, mesmo em descanso.Tempo livre que passa mas já não restaura.Culpa quando não se está a produzir.
Não é preciso reconhecer-se em todos. O que importa é quando isto passa a ser o pano de fundo dos dias.Porque é que é tão difícil parar
Desligar não é só uma questão de força de vontade. Há coisas que mantêm a mente ligada: estar sempre contactável apaga a fronteira entre trabalho e vida; a sensação de que "se não for eu, ninguém faz" torna o parar quase uma negligência; e, quando boa parte do valor pessoal vem do que se produz, parar gera desconforto em vez de alívio.
A isto junta-se o hábito: depois de meses ou anos em ritmo alto, o corpo aprende a estar em tensão, e o modo descanso deixa de vir sozinho. Não é um defeito — é um sistema que se habituou a não desligar e que se pode voltar a treinar.Como funciona o acompanhamento
Repor horários e hábitos ajuda, mas não chega se não se olhar para o que torna tão difícil parar. Muitas vezes não é o trabalho que não deixa desligar — é uma relação interna com a exigência e com a própria identidade que merece ser trabalhada.
O trabalho passa por restabelecer fronteiras concretas, recuperar a capacidade de pausa — que se perde e se volta a treinar — e separar quem se é daquilo que se faz. Aos poucos, o descanso volta a descansar.Como são as sessões
Sessões de cerca de 55 minutos, habitualmente semanais no início e mais espaçadas à medida que as coisas assentam. Presenciais no consultório na Av. 5 de Outubro (Saldanha), em Lisboa, ou online. O espaço é confidencial e sem julgamento.
A primeira consulta
Serve para percebermos, em conjunto, o que está a acontecer e se faz sentido continuar. Não implica compromisso de continuidade.
A primeira consulta não implica compromisso de continuidade.
Sessões presenciais ou online | Consultório em Lisboa
Perguntas frequentes
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Porque desligar não é uma decisão — é uma capacidade que se perde quando a mente vive em alerta permanente. Depois de meses ou anos sempre disponível, o cérebro deixa de saber baixar o ritmo sozinho. Não é falta de vontade; é um padrão que se instalou, e que se volta a treinar.
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Passa a ser quando o tempo livre já não restaura — quando se está com a família mas com a cabeça no email, quando o descanso não repõe energia. Se isto dura há meses, é motivo válido para procurar ajuda.
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Está muitas vezes ligado. A dificuldade em desligar é frequentemente um sinal precoce de desgaste — trabalhá-la cedo é uma das formas de evitar chegar ao burnout.
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Quase nunca. O que costuma precisar de mudar não é o emprego, mas a fronteira entre quem se é e o que se faz — a disponibilidade permanente, a ideia de que parar é falhar. Isso trabalha-se sem ter de sair.
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